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7 de agosto de 2011#

Para o design mobile, pense mobile

Quando surge uma nova tecnologia ou uma nova plataforma é comum que os meios tentem usufruir o mais rápido possível dela. Foi assim com o surgimento do rádio, da TV, do computador, da internet, dos notebooks e agora com os smartphones e tablets.

A primeira reação ao querer de alguma forma se comunicar através destes meios, é a tentativa de se adaptar às resoluções, o que nem sempre funciona, não conseguindo se aproximar do target como deveria.

A transição na forma de se comunicar deve transcender resoluções; a mobilidade não alterou apenas os formatos, mas toda a estrutura de interação entre pessoas, marcas e produtos.

A própria publicidade que é uma área que me interessa muito, começou no meio mobile através de páginas, SMS e banners (sim, aquele mesmo modelo da web), mas um dos meios mais explorados agora para divulgar um produto ou marca para este público é o desenvolvimento de aplicações e ou games. A interação se tornou essencial.

Para desenvolver interfaces mobile, pense mobile. Pense em seu target e procure estar atento às exigências que esta plataforma faz, como por exemplo, uma variedade maior de resoluções.

Enquanto em equipamentos maiores temos de 1 a 3 resoluções mais usadas, em um ambiente mobile temos muito mais que o dobro deste valor. Além disso, temos as visualizações verticais e horizontais em um único aparelho.

Preocupe-se com uma navegação que seja simples e que as informações estejam sempre legíveis, sem exigir do usuário um esforço físico. Tente sempre explorar contrastes de cores para otimizar a navegação e desenvolver uma interface atrativa. O excesso de imagens torna uma aplicação mais pesada e muitas vezes pode poluir o espaço reservado à exibição de informação.

Esteja à frente das novas tecnologias lançadas e das possibilidades de desenvolvimento de uma nova funcionalidade – temos que acompanhar as inovações.
Se o aplicativo, ou página voltados para mobile vierem de ambiente web ou desktop, procure criar a sensação de associação através da utilização de cores e elementos icônicos.

Um material bom para estudar essas questões de migração de um ambiente para o outro são as revistas digitais (principalmente quanto à questão da diagramação), que agora desenvolvem interfaces para os principais smartphones e principalmente os tablets.
iPhone x Android

Desenvolver interfaces para iPhone e Android é mais fácil, pois enquanto o iPhone tem uma variedade menor de resoluções, o Android a partir de sua API 1.6 identifica as resoluções de cada aparelho e aplica os elementos da interface de acordo com cada resolução.

Por Gabriel Pinheiro – Via Webinsider

7 de agosto de 2011#

Cuide bem da construção e imagem de sua marca

Aprofundando-se mais na questão sobre perceber e ser percebido, há uma notada possibilidade ou mesmo necessidade de adequação e devido aproveitamento dos princípios sociais para uma positiva fluidez e convívio nesses meios.

Ainda existem marcas e pessoas que não têm uma clara definição sobre quem ou o que são. Para que seja possível um melhor entendimento sobre a proposta de uma identidade única, mas com desmembramentos variados, vamos voltar um pouco no tempo.

Sabemos que os processos de identificação do indivíduo em seu meio social são de extrema amplitude em forma, interpretação e ação. Desde os primórdios do Homem como um comunicador, os formatos de divulgação de determinadas mensagens e respectivo entendimento foram influenciados por fatores regionais e culturais.

Partindo desse princípio, antigas tribos, com o objetivo de estabelecer relacionamento e relação através de comunicação, expressavam seus pensamentos e ideias com desenhos em pedras, verbalizando de alguma forma e marcando-se com diversos símbolos.

Cada povo ou pessoa, em geral, possuia alguma marca que o identificava como único e pertencente a um grupo, fosse guerreiro, mulher ou mesmo crianças. Saindo dos tempos das cavernas e avançando um pouco, temos, como exemplo, a Heráldica e seus estudos sobre os brasões criados para homenagem e distinção de determinadas pessoas. Para cada situação ímpar, como bravura e conquistas, ou mesmo segmentação de famílias, um escudo era projetado. Se pensarmos a partir de uma perspectiva da semiótica, a escolha de cada elemento para composição tem relação direta com sua forma e significado, fazendo um paralelo com as questões de posicionamento e percepção.

Nesse contexto, podemos pensar na definição da essência para uma marca, assim como a apropriação de elementos para composição de um universo semântico ímpar.

Da mesma forma que um formato de escudo é escolhido de acordo com o significado, as cores e associações são determinadas para que o posicionamento seja identificado, gere correta percepção e distinção. Por mais que haja uma unicidade, há a necessidade de adequação ao ambiente onde é inserida.

Vejamos o nobre guerreiro enaltecido pelo brasão. Esse bravo, possivelmente, tem discursos e comportamentos diferentes em determinados locais e situações. Em casa, um bom pai, cuidadoso e educador, já na guerra, um bom líder, carismático e disciplinador. Percebam que, independente do meio, há uma semelhança de atitudes que referenciam à “espinha dorsal” desse cidadão. Sua imagem dentro e fora de casa, aparentemente, é percebida de forma alinhada e coerente.

Trazendo para o campo da gestão, há uma infinidade de marcas e pessoas com perfis dos mais variados nas redes sociais, tendo algum tipo de interação. Seja nula, moderada ou mesmo extremamente ativa, é possível notar que, por vezes, o que encontramos ou percebemos nas gôndolas dos PDVs não é o mesmo que o achado no ambiente digital.

Certamente, a correta consciência e devido alinhamento nas questões que envolvem posicionamento e identidade da marca são fatores que influenciam na manutenção do relacionamento com stakeholders e, consequentemente, boa rentabilidade do negócio. Nesse ponto, podemos dizer que um arroba no Twitter não deveria ser tão diferente de uma fan page no Facebook, respeitando, é claro, as especificidades de cada canal.

É preciso ter atenção e cuidado na construção e gerenciamento de imagem, principalmente nos meios digitais, pois, neles, “alteregos” podem aparecer de forma incorreta e em momentos indesejados com facilidade maior. Existem coisas que nem Freud explica.

Por Vitor Lima – Via Webinsider